Um estudo publicado em 2013 por uma das mais influentes e conceituadas revista sobre medicina no mundo (Britsh Medical Journal) mostrou que o exercício físico realizado em pacientes com doença cardíaca coronariana, AVC (acidente vascular cerebral), insuficiência cardíaca e pré-diabetes tem o mesmo potencial que muitos medicamentos para reduzir a mortalidade.

Este estudo foi realizado em uma colaboração entre universidades Americanas, Canadenses e Inglesas que analisaram dados de 305 estudos com mais de 339 mil pacientes. Os autores compararam a eficácia do exercício versus medicamentos (beta-broqueadotes, anti-coagulante, anti-agregante palaquetário, inibidores de acetilcolinesterase, etc) usando uma técnica estatística chamada de meta-análise.

Na doença cardíaca coronariana e pré-diabetes, os autores verificam que o exercício e intervenções medicamentosas tem o mesmo efeito em termos de redução de mortalidade.

Entre os pacientes com AVC, o exercício foi significativamente melhor na redução do risco de mortalidade comparado com tratamento medicamentoso. Inclusive foi melhor que os anticoagulantes.

Os dados para a insuficiência cardíaca mostraram que o exercício foi mais eficaz do que os inibidores da acetilcolinesterase e bloqueadores dos receptores da angiotensina na redução do risco de mortalidade, apesar de os diuréticos ser intervenção mais eficaz em geral.

Ou autores relatam que há um número crescente de especialistas que precrevem a  “pílula do exercício”, como uma estratégia preventiva para reduzir a morbidade e mortalidade. Os autores também reforçam que os médicos devem encaminhar os pacientes com doença crônica para um programa de reabilitação que inclui exercício físico.
link para o artigo na integra: “Comparative effectiveness of exercise and drug interventions on mortality outcomes: meta-epidemiological study” http://www.bmj.com/content/347/bmj.f5577